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Wendy: | - Onde você mora agora? |
| Peter: | - Com os meninos perdidos. | |
| Wendy: | - Quem são eles? | |
| Peter: | - São crianças que caem dos carrinhos de bebê, quando a babá não está olhando. Se ninguém reclama por eles em sete dias, são enviados para Terra do Nunca. Eu sou o capitão. | |
| Wendy: | - Deve ser muito divertido. | |
| Peter | - É, mas a gente é um pouco só. | |
| Tootles (um dos meninos perdidos): | - Já que não posso ser nada de importante, alguns de vocês gostaria de me ver fazer uma mágica? |
Projeto "Dando Bola Pra vida"
Educadores sociais vão ás ruas ao encontro dos meninos e meninas, e, através de atividades de artes e esportes, estabelecem uma relação de acolhimento e confiança, convidando-os a freqüentar nosso Centro de Formação, estimulando a construção de projetos em alternativa à vida nas ruas.
(Espaço de Convivência Pedagógica e Oportunidades Sociais)
Um casarão situado na rua Alice, 298, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, funciona de segunda a sábado de 8 as 22 horas.
O Centro oferece apoio psicológico e serviço social, (extensivo às famílias), alimentação, atividades de arte educação, oficinas de leitura e orientação para o trabalho.
A proposta pedagógica desenvolve conceitos de auto-conhecimento, expressão, relações interpessoais, referência de valores, protagonismo juvenil, participação e construção de oportunidades sociais;
Publico Alvo
O trabalho de arte educação é desenvolvido em duas grandes fases: a primeira, de sensibilização, trabalhando conteúdos de auto estima, expressão e comunicação; e a Segunda, investindo nos grupos operativos de criação, trabalhando conteúdos de dinâmica de grupos, habilidades sociais, produção (e apresentação espetáculos) gerenciamento e marketing.
Os conceitos trabalhados nos grupos operativos de produção implementam conteúdos que permitem aos jovens observarem comportamentos e desafios relacionados ao mundo do trabalho.
De uma maneira geral, os espetáculos produzidos visam promover debates com os públicos alvos e formadores de opinião. Neste sentido, fomentamos a formação de grupos por áreas (Teatro, Dança, Circo, Mamulengos e etc.)
Provocadores de questionamentos sobre " o estar nas ruas" os Núcleos de Abordagem de Rua não são um fim em si mesmo, mas a primeira etapa de um processo de acolhimento, inclusão e oportunidades sociais.
O trabalho na rua é um importante espaço de referencia, que facilita a saída imediata de muitos meninos e meninas - recém chegados às ruas - e a garantia de direitos e oportunidades sociais para outros jovens cidadãos (que sofrem todo tipo de violência e exploração) enquanto ainda precisem sobreviver nas ruas.
